sábado, 12 de maio de 2018

Alcateia - Folhas de Outono



Tem música nova lá no nosso canal do Souncloud!
Confira o som "Folhas de Outono", poesia de Gerson Colombo - Escritor, adaptada para o blues.
Baixo e Voz: Gerson Colombo
Guitarra e backing vocal: João Colombo
Guitarra Solo: Cauê Zinn Farias
Bateria e Backing Vocal: Jackson Buzzato

Tom: F#m
F#m                      D
  O céu ficou vermelho
           Bm                        F#m
  Anunciando a noite fria
           F#m                       D
  As folhas mortas de outono
            D                           F#m
  Forraram a rua vazia

                    F#m                       D
                        Ah! A solidão é assim,
                    Bm                         C#m        
                        Não adianta blefar,
                    C#m                       Bm
                        Mais uma noite enfim
                    Bm                         C#m
Deitado quieto a chorar
        Bm                          F#m
Ninguém espera por mim

F#m                            D
  Molhando o travesseiro
B                          F#m           
  De lágrima e suor
F#m                           D 
  As folhas mortas de outono
D                                F#m
  Me fazem sentir melhor
              
(refrão)

(Solo: F#m    D    Bm    F#m )   x 4

F#m                            D
  Outra vez é madrugada
B                                        F#m
  Minhas noites não tem sono
                                F#m
  Caminho na rua vazia
D                                                F#m
  Me perco co’as folhas de outono
            
(Refrão)

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A BENEFICÊNCIA (E.S.E. CAP. XIII - itens 11 a 16)

Segue abaixo transcrição de palestra de 15 minutos que ministrei na Associação Espírita Humberto de Campos, Canoas - RS, no dia 08/05/2018.
Boa noite a todos. Que a paz do Cristo se faça presente. 

Bem, meus amigos, hoje o tema de nosso estudo é A BENEFICÊNCIA, contido no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 13: Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita – São os itens 11 a 16, para quem quiser estudar mais depois. 

Este tema nos fala muito sobre o que é a verdadeira caridade, porque não a fazemos como se deveria, o que podemos fazer para melhorar e porque devemos fazer a caridade. 

E é aqui que devemos parar para pensar um pouco mais: no por quê das coisas. Será que todos que se dizem Cristãos (seja espírita, católico, evangélico ou da denominação que for), será que todos sabem dizer o que Jesus veio fazer na Terra? Você sabe? Normalmente as pessoas dizem que Jesus veio para lavar os nossos pecados, mas nós continuamos pecando... então não deve ser bem isso. Outros dizem que ele veio trazer a mensagem de amor; certo, isso parece mais interessante, mas então porquê ele veio trazer uma mensagem de amor? Qual a finalidade dessa mensagem? É a nessa questão que se encontra o real sentido da vinda do Cristo à Terra. 

O “evangelho” ou “boa nova” de Jesus é a promessa do Reino dos Céus, ou seja, um lugar de pura felicidade, onde não há qualquer tipo de sofrimento. E, mais do que isso, ele veio nos trazer, através dos seus ensinamentos, um código de conduta para construirmos o Reino dos Céus aqui na Terra e encontrarmos a felicidade aqui. 

Quando Jesus diz que “fora da caridade não há salvação” ele quer nos dizer que somente através de atos de amor é que vamos encontrar a felicidade, porque a Caridade é isso, é o amor em movimento. 

Mas como ainda somos tão imaturos para assimilar e praticar o amor em sua plenitude, Jesus se preocupou em nos mostrar que devemos tomar cuidados ao praticar a sua lei de amor, para que estejamos realmente fazendo o bem ao próximo e não apenas alimentando o nosso egoísmo e a nossa vaidade. Porque dessa maneira, nós não evoluímos. 

Está lá no Evangelho de São Mateus: 

Tomai cuidado de não fazer vossas boas obras diante dos homens para serem vistas por eles, de outro modo não recebereis a recompensa de vosso Pai que está nos céus. Então, quando derdes esmolas, não façais soar trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens. Eu vos digo em verdade, que receberam sua recompensa. Mas quando derdes esmola, que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita; a fim de que a esmola esteja em segredo; e vosso Pai que vê o que se passa em segredo, dela vos entregará a recompensa. (São Mateus, cap. VI, v. de 1 a 4). 

A Doutrina Espírita, por sua vez, veio com o objetivo de reforçar o que Jesus disse, esclarecer o que não foi claramente entendido pela humanidade e, dessa maneira, consolar todas as nossas aflições. Porque era óbvio que, tentando praticar o bem, mas ainda tão imaturos, nós nos sentiríamos perdidos em algum momento. A doutrina espírita vem trazer essa luz para nos esclarecer. 

No que diz respeito à Caridade, a espiritualidade superior vem nos mostrar que para praticá-la, primeiro devemos plantar em nossos corações o desejo de fazer o bem, ou seja, a beneficência. 

Eles nos dizem que a beneficência nos dará nesse mundo as mais puras e as mais doces alegrias, as alegrias do coração que não são perturbadas nem pelo remorso, nem pela indiferença. 

Mas o que é então a Beneficência? No sentido exato da palavra é “fazer o bem”. Os espíritos superiores nos dizem que a beneficência é esse sentimento que faz com que se olhe o outro com o mesmo olhar que se olha a si mesmo. 

Imagina que bacana se você pudesse se ocupar na sua vida só em fazer os outros felizes. Não como um palhaço, que muitas vezes debocha dos outros, mas como quem leva a graça para o coração das pessoas. Não há sentimento mais gostoso do que poder ajudar alguém que está em desespero e pela sua ação, aquela pessoa mudar o semblante e se iluminar de esperança, porque estava doente, ou com fome ou passando por algum tipo de necessidade. 

Os Espíritos nos ensinam ainda a beneficência é inesgotável - quanto mais dou, mais recebo e, assim, mais os outros tem capacidade de dar e receber. A recompensa imediata de fazer o bem é a paz do coração; como dizem, a caridade é o remédio contra as aflições da vida. 

Mas se é tão bom assim para nós também fazer o bem, praticar a caridade, porque é que a gente não faz mais pelos outros? Seria pela falta de exemplos? Madre Teresa de Calcutá, dedicou sua vida inteira aos enfermos e aos pobres; Chico Xavier com sua mediunidade publicou mais 450 livros psicografados e ajudou a fazer do Brasil a maior nação espírita do mundo e nunca ganhou nem cobrou nada por isso. Nem precisamos ir longe, é só olhar para nossa sociedade e vamos ver incontáveis exemplos de atos de caridade. 

Como dizem os Espíritos, nós todos nos sentimos empolgados ao ouvir uma história de uma obra verdadeiramente caridosa. Se não a gente não ficasse preocupado com em ganhar os créditos materiais por uma boa ação, estaríamos sempre no caminho do progresso espiritual. Exemplos não faltam; o que falta é a boa vontade, que é rara. 

E como é que a gente faze então a caridade? Muitos ainda confundem esmola com caridade. Os Espíritos nos dizem que a esmola às vezes é útil porque alivia os pobres; mas é quase sempre humilhante para aquele que a faz e para aquele que a recebe. A caridade, ao contrário, faz o benfeitor e o beneficiado se conectarem e se reconhecerem como irmãos. 

Vamos tentar separar o que seria a "falsa caridade" e a "verdadeira caridade". A falsa caridade é o egoísmo, o orgulho e a vaidade disfarçados de boas ações. Ela humilha o outro quando diz " eu estou te ajudando, porque a mim está sobrando", ou "... a mim não falta nada"; "eu te ajudo, porque sou melhor que você". E este benfeitor adora que os outros vejam o que ela está fazendo: canta aos quatro ventos que sempre dá lugar aos idosos, gestantes e deficientes no trem ou ônibus; faz uma boa ação doando comida, roupas, agasalhos e corre no Facebook e Instagram para divulgar e ganhar curtidas... e ainda tenta se iludir dizendo a sim mesmo que faz aquilo para inspirar os outros a fazerem boas ações... como fosse modelo para alguém.

A verdadeira caridade é modesta, ela age ao natural, quase que por instinto de preservação da espécie. É algo que simplesmente impulsiona a fazer o bem, colocando o outro em primeiro lugar.

Entretanto, tem gente ainda hoje, (e isso no mundo inteiro) que pensa assim: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”; “eu é que estou passando necessidade, não posso ajudar ninguém”. 

Os nossos amigos espirituais nos explicam que todos podemos dar alguma coisa. Em qualquer classe social que estejamos, temos alguma coisa para compartilhar. O que quer que Deus tenha te dado, aquilo que você tem a mais que os outros, você pode compartilhar... Pode ser dinheiro, pode ser tempo, pode ser talento para música ou para ensinar os outros a fazer alguma coisa. Se você dividir o que tem, seja o que for, já está exercendo um pouco a caridade. 

Ainda, se a pessoa não baixa a guarda do orgulho e realmente considera que não tem nada para dividir com os outros, ainda resta praticar a indulgência, que é uma forma de caridade, e esta pode-se fazer bastante. Ser indulgente é não falar mal dos outros, não fazer fofoca. 

Então, que fique para nossa reflexão, que sempre podemos fazer o bem ao próximo, de uma maneira ou de outra. 

Boa noite!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Alcateia - Epahê

Confira nosso som "Epahê".
Guitarra e Voz - João Colombo
Baixo e Backing vocal - Gerson Colombo
Guitarra Solo - Cauê Zinn Farias
Bateria - Jackson Buzatto

Letra de João Colombo:

EPAHÊ!
Epahê!

Sua mãe morreu
e ninguém te avisou
Você, então, correu
Mas alguém já enterrou

                Você está sozinho
                Num mato sem cachorro
                Mas não fique assim
                O que é ruim pode ser bom

Epahê!

Você olha pro mundo
E não consegue entender
Você está imundo
Você quer morrer!
               
                Você está sozinho
                Num mato sem cachorro
                Mas não fique assim
                O sol nascerá amanhã

Epahê!

Tu tá sempre esculhambado
Cabelo nunca penteado
Nunca tem nem um trocado
Nem pra comprar teu baseado
               
Epahê!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A VINGANÇA (E.S.E. CAP XII, item 9)

Segue abaixo transcrição de palestra de 15 minutos que ministrei na Associação Espírita Humberto de Campos, Canoas - RS, no dia 10/04/2018.
Boa noite a todos. Que a paz do Cristo se faça presente. 

Bem, meus amigos, hoje o tema de nosso estudo é A VIGANÇA, contido no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XII: Amai os vossos inimigos – é o item 9, para quem quiser estudar mais depois. 

Até a vinda de Jesus à Terra, todos seguiam a Lei de Talião, contido no Código de Hamurabi, lá de 1780 a.C. – conhecida como “Olho por Olho e Dente por Dente”, tratava-se de uma lei de reciprocidade dos crimes e das ofensas. Ou seja, se alguém me desse um tapa no rosto, eu teria todo o direito de devolver o tampa na mesma proporção. Alguns países no Oriente Médio ainda seguem versões dessa lei, cortando membros de pessoas que são presas roubando. Infelizmente, em nossa sociedade dita "civilizada" muitas pessoas, ainda hoje, acreditam que esta seria a melhor maneira de resolver os problemas. 

No entanto, Jesus veio nos mostrar, através da sua lei de amor ao próximo que, se somos todos filhos de um mesmo Deus, somos todos irmãos. Assim, devemos nos respeitar e nos amar a todos. Muita gente pensa que “amar o próximo” é só fazer o bem sempre aos pais, amigos e familiares e, de vez em quando, para alguém mais necessitado. Mas qual o seria o mérito nisso? Jesus nos diz, no Evangelho de São Mateus: 

Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam; a fim de que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus. (São Mateus cap V, v. 44). 

Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amar os inimigos é sua aplicação mais sublime, nos dizem os Espíritos.

É claro que hoje Jesus não quis dizer que se deve ter pelo inimigo o mesmo carinho, afeto que com um amigo. Hoje podemos entender isso, interpretando os ensinamentos do Cristo de maneira ampla. Isso é impossível, no estágio de evolução que nos encontramos, pelo simples fato de que não há laços de afinidade entre pessoas que desconfiam umas das outras. 

O que Jesus quer nos ensinar é que Amar os inimigos é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; é perdoar-lhes sem segunda intenção e incondicionalmente o mal que nos fazem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação; é desejar-lhes o bem, em lugar de desejar-lhes o mal. ... é abster-se, em palavras e em ações, de tudo o que possa prejudicá-los. 

E a Doutrina Espírita vem ainda nos esclarecer que esses inimigos, podem estar entre os encarnados e os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível se apresentam na maioria das vezes através das obsessões e pelas subjugações. Por isso, no ato da desobsessão devemos pedir ajuda também para nosso obsessor, perdoar-lhe o mal que nos tem feito e desejar a ele somente o bem. 

Mas isso parece muito difícil não é? Como que eu vou desejar o bem para quem me violenta, a quem me rouba algo que lutei tanto para conquistar: Como perdoar e não querer me vingar de alguém que fez uma atrocidade contra mim ou contra alguém que eu amo. Como querer me reconciliar com um criminoso, um pedófilo, estuprador, corrupto? 

Se parece tão difícil, vamos começar pensando nas pequenas ofensas que nós fazemos e nas que recebemos diariamente... na família, no trabalho, na escola. Quantas vezes a gente não planejou e arquitetou uma vingança contra alguém, que talvez só tenha nos ofendido ou nos machucado sem querer? Ficar remoendo pensamentos do tipo "Fulano vai me pagar", "Não perde por esperar", "Vai ver só uma coisa"...

A Doutrina Espírita vem nos esclarecer que o desejo de vingança é um resquício de costumes bárbaros. É indício certo do atraso das pessoas que se permitem consumir pelo seu desejo insaciável e vai simplesmente contra o preceito do Cristo de “perdoar os inimigos”

A vingança pode tomar diversas formas... Julgando-se mais forte, muitos se atiram num ímpeto de cólera na vontade de eliminar a outra pessoa, como se a existência do outro, comprometesse a sua própria.

Mas raramente a vingança é dada de peito aberto, como nos duelos entre aqueles que se julgam ter tido a honra manchada. Há um ditado diz: “A vingança é um prato que se come frio”, pois aqueles que se comprazem com a vingança, acreditam que é mais saboroso quanto mais se demora para se consumar. Pois esse é o pensamento mais perverso.
Aquele que se vinga, normalmente age às escondidas... estuda o comportamento do oponente, fica à espreita e arma emboscadas. Às vezes, se força até passar por amigo e no momento oportuno, comete o crime, com veneno, um tiro pelas costas, um enforcamento... Isso, mencionando casos extremos que levam ao assassinato, como vemos diariamente nos jornais, nas guerras entre fações criminosas, torcidas organizadas, etc. 

Mas há um tipo ainda pior de se vingar e é essa que todo mundo faz um pouquinho... na maledicência. Falar mal do outro para seus amigos, colegas e familiares e colocar todos contra ele. Atacar sua honra, inventando ou aumentando os fatos, usando da difamação e da calúnia... O pior é que funciona, porque o ser humano está tão carente de encontrar alguém pior que ele, que adora ouvir os podres dos outros... e de repente, aquela pessoa está solitária, perde a família, fica sem amigos. 

É comum vermos isso nas nossas famílias e no trabalho... colegas que levam ao conhecimento da chefia algo da vida particular de um colega que julga ser seu oponente e faz parecer algo condenável. “Sabe o fulano, é isso (ou aquilo)”; Ou “sabia que a fulana está ficando com o chefe”... o que se ganha com isso?

Na maioria das vezes, que está executando uma vingança, pensa que está fazendo justiça, reparando um mal que já foi feito. Mas está errado, porque justiça tem a ver com equilíbrio e na balança entre bem e mal, não equilibra o mal jogando mais mal em cima. Somente através do bem é que podemos encontrar o equilíbrio.

Pois há outro ditado que gosto bastante: “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena” quem assitia a série do Chaves, vai lembrar do Seu Madruga dizendo isso. Apesar de ser uma série de humor, a frase é verdadeira, pois aquele que se alimenta do desejo de vingança está primeiro fazendo mal a si mesmo. 

Para seguirmos o caminho do Cristo em busca da nossa felicidade, precisamos abrir mão desse tipo de atitude. Precisamos fazer o bem, parar de falar mal dos outros e, para começar a perdoar os outros, precisamos abdicar do nosso orgulho. 

Como dizem os espíritos, o homem que ocupa uma posição elevada no mundo, não se crê ofendido pelos insultos daquele a quem considera como seu inferior; Assim ocorre com aquele a quem que se eleva no mundo moral. 

Ou seja, se eu penso que sou melhor, o mal do outro não pode me atingir. E se eu sou realmente melhor, eu tenho ainda o dever de ajudar o outro a melhorar, perdoando, fazendo o bem e evitando o mal.

Que fique para nossa reflexão. 

Uma boa noite a todos.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO

"O sujo e o mal lavado"
Que a paz do Cristo se faça em nossos corações. 

Bem, meus amigos, hoje o tema de nosso estudo é O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO, contido no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo X: Bem Aventurados aqueles que são Misericordiosos - itens 9 e 10 (para quem quiser estudar mais depois).

O texto, em si, é curto - são apenas 2 parágrafos - mas o conteúdo se desdobra e poderíamos discuti-lo por horas a fio. Tento aqui ser o mais sucinto possível para nos enquadrarmos no principal para esta breve reflexão. 

Sempre gosto de lembrar que, para nós entendermos a mensagem contida nas Bem-Aventuranças, precisamos entender primeiro, o que são. 

Jesus Cristo nos ensinou através de seu exemplo, através das parábolas e, de maneira mais direta, através da mensagem do sermão da montanha o seu evangelho. Um código de conduta para construirmos o reino dos céus aqui na Terra e encontrarmos a felicidade ainda aqui no plano físico. 

Isso significa que, em nossa existência imortal, chegaremos num dia que não será mais doloroso reencarnarmos, porque este mundo físico será tão maravilhoso quanto nossa pátria espiritual. Construir esse reino dos céus é um compromisso que cada um deve assumir. 

No evangelho do apóstolo Matheus, cap. V, v. 7, Jesus diz: “Bem-Aventurados aqueles que são Misericordiosos, porque eles próprios obterão misericórdia”. Misericórdia, significa compaixão, piedade, portanto, é um sentimento e ato de caridade para com a infelicidade do próximo. 

Já no Capítulo VII do Evangelho de São Matheus: “Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão.” 

Talvez alguns não saibam o que significa “argueiro”, pois não é mais uma palavra comum no nosso vocabulário. “Argueiro” é “palha” ou “cisco”. 

Então o que Jesus quis dizer é o seguinte: “Por que é você fica reparando, se intrometendo, no "cisco" que está no olho de outra pessoa, se você não percebe que você tem um muito maior no seu olho. Tira primeiro o que tá no teu olho, essa “trave”, antes de querer ajudar o outro a tirar o cisco do olho dele. 

No dia a dia a gente nem percebe, mas fazemos isso direto. “Olha fulano, você está engordando muito, quem sabe faz uma dieta”... como se o outro não tivesse espelho, como se fosse um problema simples... e o pior é que a pessoa que está sugerindo a dieta, muitas vezes, não é exemplo de saúde. 

Há casos também em que o sujeito tem, visivelmente, distúrbios mentais (não os admite) e ainda quer aconselhar os outros a procurar um psicólogo / psiquiatra... 

Entre tantas coisas: "você precisa emagrecer", "precisa fazer exercícios", "deveria se vestir melhor", "Acho que tinha que ler mais". E porque é que a gente faz isso? Será porque realmente nos importamos com os outros, ou queremos apenas parecer que somos lindos, maravilhosos, caridosos? 

Os Espíritos superiores vem nos mostrar o que Jesus quis nos dizer com essa mensagem. Que um dos maiores defeitos da humanidade é ver o mal nos outros antes de ver o mal que está em nós. 

Par julgarmos a nós mesmos, seria preciso se ver num espelho ou, de alguma forma, nos transportarmos para fora de nós mesmos e nos olharmos como se fosse outra pessoa. 

Aqui é mora a grande questão: O que eu pensaria se visse alguém fazendo o que eu faço? Imagina que tem alguém alguém te filmando 24 horas por dia, pior que Big Brother, você não tem privacidade nem dos teus pensamentos, nem no banheiro. E aí alguém te mostra esse vídeo. Você teria orgulho de tudo que faz e pensa ou sentiria vergonha? 

A Espiritualidade superior nos esclarece que é justamente o nosso orgulho que nos faz dissimular, disfarçar os próprios defeitos, morais e físicos. 

Jesus nos chamou de hipócritas, porquê? Não é só pelo fato de vermos o defeito dos outros, antes do nosso. É também pelos momentos que queremos nos mostrar “caridosos”, ajudando o próximo, ressaltando os seus defeitos. Isso é um contrassenso... 

A verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. A hipocrisia reside no fato de que uma pessoa que se acha tão orgulhosa de ser maravilhosa e benevolente, jamais conseguiria exaltar as qualidades do próximo, pois isso tiraria oi seu brilho. 

O verdadeiro ato de caridade nesses casos é a prática da indulgência. Indulgência é não apontar os defeitos dos outros. Se for necessário para um bem maior, procura minimizar os defeitos e sempre procura, primeiro, tratar com aquele irmão de suas imperfeições em particular, nunca na frente dos outros, sem humilhação. 

Imagina que tu tens um amigo que passou a semana inteira trabalhando muito. Ele chega em casa, joga os sapatos para qualquer lugar, camisa para um lado, calça para o outro, come qualquer coisa rápido, deixa o prato na pia, toma banho e joga toalha no chão e assim vai a semana toda. No fim de semana, quando ele finalmente tem tempo para arrumar a casa, ao invés, ele aparece na tua casa dizendo que chegou para te ajudar a arrumar a tua casa. Vocês voltam para dentro de casa e tu vês que a tua casa está tão ou mais bagunçada que a dele. O que você sentiria nesse momento? 

“Perdoa para ser perdoado”; “Não julgueis para não serdes julgado”; “Reconcilia-te com teus irmãos”. Todas essas mensagens do Cristo são para nos lembrar de como sermos misericordiosos. Devemos limpar a nossa consciência primeiro, antes de querermos ajudar os outros, pois quando limparmos o orgulho do nosso coração, faremos a verdadeira caridade e estaremos no caminho de construir a felicidade em conjunto. 

Que fique para nossa reflexão. 

Paz a todos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A PACIÊNCIA

Transcrição de uma palestra que fiz na Associação Espírita Humberto de Campos.

Canoas, 12 de dezembro de 2017

TEMPO: 15 minutos

FONTE:

- Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IX – Bem Aventurados aqueles que são Brandos e Pacíficos. Item 7: “A PACIÊNCIA” (KARDEC, Allan.1864).


Boa noite a todos. Que a paz do Cristo se faça presente.

Bem, meus amigos, hoje o tema de nosso estudo é a Paciência, contido no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IX – Bem Aventurados aqueles que são Brandos e Pacíficos, o foco será o item 7 "A Paciência", trago para quem quiser estudar mais depois.

Confesso que é um tema difícil para mim, que sou filho de italianos. Em casa brincamos que é todo mundo nervoso. Aceitei, obviamente, de coração aberto a missão deste estudo porque é algo que também preciso aprender bastante.

Para nós entendermos a mensagem contida nas Bem-Aventuranças, precisamos entender primeiro, o que são. Vamos fazer uma pequena digressão...

É importante lembrarmos que a maioria das religiões, se não todas, em diferentes regiões ao redor do mundo, sempre nos trouxeram a ideia de vivermos num paraíso depois da morte. Um lugar onde não passaremos por mais nenhuma dificuldade, um lugar sem sofrimentos. Só Felicidade!

Jesus Cristo é diferente de todos os profetas que vieram antes ou depois dele, porque ele nos trouxe em seu Evangelho o código de conduta para construirmos o reino dos céus aqui na Terra e encontrarmos a felicidade ainda aqui no plano físico. Assim, em nossa existência imortal, chegaremos num dia que não será mais doloroso reencarnarmos, porque este mundo físico será tão maravilhoso quanto a nossa pátria espiritual.

E esse é um compromisso que você deve assumir. Cada um de vocês. E eu falo vocês para entendermos a responsabilidade que temos. Quando alguém fala “depende de nós”, sempre tem alguém que pensa: “nós” deve ser ele, mais outro... eu vou ficar na minha, esperando o parque de diversões abrir. Só que o convite de Jesus é que para "andar no brinquedo, você tem que construir o brinquedo".

Jesus nos ensina essa “maneira de viver”, esse "código de conduta" muito através de suas parábolas e dos exemplos de sua passagem aqui na Terra, porém há uma parte que ele nos ensina de maneira ainda mais direta: no episódio do sermão da montanha, quando são citadas as bem-aventuranças.

No evangelho do apóstolo Matheus, cap. V, v. 4, Jesus diz: “Bem Aventurados aqueles que são Brandos, porque eles possuirão a Terra”. E ainda no versículo 9: “Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus”. O Evangelho Segundo o Espiritismo vem nos mostrar que para construir o reino dos céus na Terra e nos enxergarmos como irmãos, devemos ser brandos e pacíficos. Ser brando é ser calmo. Ser Pacífico é não se envolver com nenhum tipo de violência. Ser brando e pacífico, meus amigos, é o maior exercício de humildade que faremos. É sermos resignados. Relevar as ofensas e abraçar os desafios da vida.

Neste capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, o item 7 fala sobre a Paciência, como uma ferramenta para nos tornarmos brandos e pacíficos. Nesta parte, "Um Espírito Amigo" (como assina a mensagem) nos explica que as dores que vivenciamos no corpo físico são, na verdade, uma benção. E que, portanto, devemos ser gratos pelo sofrimento, porque ele nos deixa mais fortes e mais espertos.

Todos nós aqui, quando criança, provavelmente queimamos os dedos no fogo ou numa chapa quente quando não havia adultos por perto... e o que fizemos? Entramos em desespero? Choramos.... Talvez, mas não ficamos estancados no tempo se lamentando... Pelo contrário, aprendemos a não fazer mais aquilo. É uma lição que nunca mais esquecemos. Também nos deixou preparados para saber qual é a sensação, para estarmos mais fortalecidos para o caso de um dia precisarmos passar por aquilo novamente.

Nesse ponto, podemos lembrar também que temos relatos de muitas pessoas que tiveram alguma doença avassaladora, como um câncer, por exemplo, e o venceram ou ainda lutam, mas que são muito gratas. Pessoas que consideram que ter tido o câncer foi a melhor coisa que aconteceu com elas, porque as fez elas refletirem sobre a vida que levavam e mudarem seus hábitos, suas companhias. Mesmo com o corpo físico perecendo, elas encontraram um pouco de felicidade.

Por outro lado, como é a situação quando nós nos envolvemos com o sofrimento dos outros? E como é quando, muitas vezes, assumimos esse sofrimento também como nosso? E quando passa a ser nossa responsabilidade cuidar daquela pessoa que está passando por algum problema de doença física, mental ou emocional? Ah! É quando mais precisamos exercitar nossa paciência, pois é quando mostramos nossa verdadeira natureza...

Quantas vezes vemos no noticiário, cuidadores, babás, pessoas que assumem o compromisso de cuidar dos outros, batendo em idosos, crianças, judiando dos animais? A maioria, se não todas, se consideram pessoas boas, mas perdem a paciência com o sofrimento alheio. Chegam a dizer que ou outro “me tirou dos sério”... A paciência é também um ato sempre de caridade, pois estamos abdicando do nosso conforto para cuidar dos outros.

No Evangelho, este Espírito Amigo traz uma reflexão simples, mas profunda que para mim é uma das passagens mais bonitas: “A vida é difícil, eu o sei; ela se compõe de mil nadas que são picadas de alfinetes que acabam por ferir, mas é preciso ver os deveres que nos são impostos, as consolações e as compensações que temos por outro lado e, então, veremos que as bençãos são muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado quando se olha para o alto do que quando se curva a fronte para o chão”.

Todos passamos dificuldades da vida, mas precisamos entender o que estamos fazendo aqui, vivos. Entender o nosso papel na criação?

Aí alguém pode se questionar: Como posso ver a felicidade em meio a tantas coisas ruins? Admito que na maioria das vezes também tenho essa dificuldade, mas aprendo a cada dia estudando os ensinamentos Jesus e do Espiritismo que temos que olhar as coisas de uma maneira mais ampla. Entender que nossa vida é muito mais do que só esta existência.

Se subirmos numa montanha que possibilite ver toda a nossa existência e olhar o caminho que percorremos, vamos ver as pedras que removemos, os oceanos que cruzamos e as montanhas que transpomos... e veremos que as conquistas são muito mais significativas que as dificuldades que passamos, porque o sofrimento é temporário e cai no esquecimento.

Quem fez o Enem ou os filhos, sobrinhos, netos fizeram? A pessoa que está estudando com afinco para o Vestibular, em um determinado momento quer desistir, sente que não vale a pena aquele esforço... ter que abdicar de sair com amigos, namorar, jogar bola, parece sem sentido... Aí a pessoa passa, faz uma grande festa, entra para a Faculdade e vem outras dificuldades... Muitas vezes ter que conciliar faculdade, família e trabalho. E quando acha que nada pode piorar, o sujeito ainda tem que fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Após se formar na faculdade, a felicidade é tamanha daquela conquista que a criatura nem lembra do sofrimento de passar no vestibular. Então, Paciência, tudo se resolve.

Jesus, por seus exemplos, sempre mostrou às pessoas que tivessem paciência para entender o que estava acontecendo... ao ajudar o próximo, a curar os doentes, no seus julgamento, no calvário e até no topo da cruz. No episódio da morte de Lázaro, quando ele diz (e vou parafrasear) "Ao mortos o problema de cuidar dos mortos", significa para ter calma e paciência que as coisas se resolverão, mesmo com o corpo físico intacto ou não. Também durante sua crucificação, ainda teve oportunidade de mostrar ao ladrão crucificado ao seu lado para ter paciência que, se ele estava arrependido de seus crimes, ele teria oportunidade de reparar e, um dia, se encontrar com ele no reino dos céus.

A nossa vida é muito maior que somente essa existência, muito mais que o emprego, que as dores que vivenciamos. Somente sendo brandos e pacíficos conseguiremos enxergar isso. É isso que Jesus quer nos ensinar.


Para concluir, vou trazer uma metáfora... Entendamos que vamos colocar um quadro na parede. Para isso, eu preciso de um prego na parede. Mas para cravar o prego, eu preciso de um martelo. Façamos a analogia de que para emoldurarmos o Reino dos Céus em nossas vidas, precisamos cravar em nosso coração a Brandura, a Calma, a Resignação e nos tornarmos Pacíficos. A ferramenta para “martelar” todos os dias em nossas vidas é a Paciência.

Paciência não é ignorar tudo e ficar "Zen". Paciência é um esforço mental e emocional.

Que fique para nossa reflexão. Obrigado pela atenção.

Paz a todos e uma boa noite!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dona Isaura - Have You Ever Seen The Rain (ao vivo)


Formada em 2014, a banda Dona Isaura é formada por Andressa Dreher (voz, violão, percursão), Gerson Colombo (Voz, contra-baixo) e João Colombo (voz, guitarra, percursão). O nome da Banda homenageia a senhora Isaura, uma amiga famosa por organizar e animar chás beneficentes em Canoas, onde a Banda se apresentou pela primeira vez, no dia 18 de maio de 2014. A “Banda da Hora do Chá” possui repertório variado bem voltado pro rock n’ roll.

Have You Ever Seen The Rain, da banda americana Creedence Clearwater Revival, é parte do repertório desde o início da banda. Este clipe foi gravado no show exclusivo para amigos da banda, num bar tosco, mas tradicional no Centro de Canoas (antigo Mr Pub).

Para contatar a banda, envie email para bandadonaisaura@gmail.com.


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