quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

HOMEM DE PRETO

Hoje um colega me perguntou: "Por que você está de preto? Estava em um velório"?
Imediatamente lembrei da música "Homem de Preto", de Johnny Cash... uma letra sensível que mostra o quanto somos responsáveis uns pelos outros e que, se a felicidade não é deste mundo, é porque não há motivos para sermos plenamente felizes enquanto tivermos tantos irmãos em sofrimento. Escute a música e leia, ao menos, a tradução abaixo, para entender o que estou dizendo.


Bom, você imagina por que sempre me visto de preto,
Por que nunca vê cores brilhantes nas minhas costas,
E por que minha aparência parece ter um tom sombrio.
Bom, existe uma razão para as coisas que eu visto...

Eu visto o preto pelo pobre e oprimido,
Vivendo no lado faminto e sem esperança da cidade,
Eu o visto pelo preso que há muito tempo já pagou pelo seu crime,
Mas está lá porque ele é uma vítima dos tempos.

Eu visto o preto por aqueles que nunca leram,
Ou escutaram as palavras que Jesus pronunciou,
Sobre a estrada para a felicidade através do amor e da caridade,
Por que você pensaria que Ele está falando diretamente para você e eu?

Bom, nós estamos indo muito bem, eu suponho,
Na nossa fileira de carros reluzentes e roupas da moda,
Mas, então, somos lembrados daqueles que são excluídos,
Na frente, tem que existir um homem de preto.

Eu visto isto pelo velho doente e solitário.
Pelos descuidados, que se tornaram frios
por causa de uma péssima experiência
Eu visto preto em luto pelas vidas que poderiam existir,
A cada semana perdemos cem bons homens jovens

E, eu visto isto pelos milhares que morreram,
Acreditando que o Senhor estava do lado deles,
Eu visto pelos outros milhares que morreram,
Acreditando que todos nós estávamos do lado deles.

Bom, existem coisas que nunca serão certas, eu sei,
E coisas que precisam de mudanças em qualquer lugar que você vá,
Mas, até nós começarmos a nos mexer para endireitarmos algumas coisas,
Você nunca me verá usando um terno branco.

Ah, eu adoraria vestir um arco-íris todos os dias,
E dizer para o mundo que tudo está OK,
Mas tentarei retirar um pouco da escuridão das minhas costas.
Até as coisas serem brilhantes, eu sou o Homem de Preto.

- Johnny Cash


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fora da Caridade Não Há Salvação

"Certa vez, um homem vigoroso e bem arrumado andava por uma rua de pedras quando um senhor, já de certa idade, descalço, vinha no caminho contrário e lhe pediu sapatos. O senhor idoso lhe explicou que sentia muita dor nos pés por andar naquela estrada pedregosa. O homem lhe desejou boa sorte, ignorando seu pedido e seguiu seu caminho.

"Outro homem passava pelo mesmo caminho e para este também pediu sapatos. Este homem fitou para os pés machucados daquele senhor, apiedou-se e pediu para ele esperar. Voltou em seguida com um par de sapatos velhos e disse: - tome, estes não me fazem falta. E seguiu seu caminho.

"O velho colocou os sapatos, contente porque não sentiria mais dor. No seu trajeto, porém, viu um homem até mais jovem, mas descalço. Antes que o rapaz tivesse qualquer reação, ele lhe disse: Jovem, toma estes sapatos, o teu caminho é mais longo e vais precisar mais do que eu."

Ser amigável, é repartir o que você tem ou dar algo que não lhe fará falta para alguém que você gosta.
Ser solidário é distribuir o que você tem sobrando com alguém desconhecido.
Ser caridoso é dar de você, o que pode lhe fazer falta para alguém que precise mais e pudesse até lhe fazer algum mal.

Na parábola acima, o primeiro homem foi apenas amável, desejando-lhe sorte, o segundo foi solidário. Mas caridoso, foi somente o velho, pois ele já havia tido a experiência da dor e desejou a um desconhecido (que poderia até lhe tentar roubar os sapatos) que não passasse pela mesma situação.

Amar nossos amigos é fácil. O mérito está em ser melhor para os nossos inimigos. É fora da Caridade que não há salvação. A frase do Cristo ensina que não basta não fazer o mal. Para evoluir moralmente é preciso, ainda, buscar fazer o bem.

Pensemos nisso.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Relacionamento é Produto

Ora, pois digo que o relacionamento amoroso é como um produto: Depende de pessoas para existir, de trocas de interesses e deve satisfazer anseios de ambas as partes.

Mas amor não é produto que se vende. É aquilo que se constrói a dois para ser usado pelos mesmos.

E o status não é só rótulo, é condição de uso:
Ficar é descartável - usa hoje, amanhã já não presta.
Namoro é retornável - depois de consumir, volta pro mercado.
Casamento é reciclável - está sempre se reinventando.

Seja sustentável em seus relacionamentos:
Seja econômico - não faça dívidas por amor e não faça o outro gastar demais.
Seja sociável - sim, com os amigos e a família da outra pessoa.
Cuide do seu meio-ambiente - é manter a casa arrumada mesmo!

Você quer que o seu bem seja durável ou trata suas relações apenas como serviços?


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Simplesmente Guarda-Chuvas

Esses dias, eu estava indo para o trabalho e o tempo estava maravilhoso. Temperatura amena e o céu aberto, límpido, sem nenhuma nuvem. No fim do dia, os deuses se enraiveceram com alguma coisa e o tempo fechou subitamente, despencando uma 'bela' chuva. Obviamente, eu estava sem guarda-chuva.

Solitário e encharcado, andando pelas ruas de Porto Alegre, comecei a refletir sobre a relação do homem com os guarda-chuvas e todas as suas variações (guarda-sol, sombrinhas, etc...) Lembremo-nos de seu conceito: 'é um objeto usado para proteção contra sol e chuvas que consiste em um aramado suportado por uma haste, que sustenta uma tela feita geralmente de material plástico' (Wikipedia). É impressionante como algo tão casual tenha se desenvolvido tão pouco. Segundo a história, eles surgiram na Mesopotâmia há 3400 anos e continuam sendo feitos seguindo ainda a mesma técnica... apenas a matéria prima foi alterada.

Dentre diversas possibilidades, sempre tentei imaginar o que mais um guarda-chuva poderia fazer. Pesquisei na rede e encontrei algumas opções interessante, além de alguns clássicos.

O clássico "guarda-chuvinha" para efeitar drinks. Só serve mesmo pelo palito para espetar a azeitona ou cereja no fundo do copo.

Um dos meus favoritos: a base em forma de soqueira. Muito útil para aqueles engraçadinhos que ficam te batendo com o guarda-chuva aberto na multidão ou para evitar um assalto.

Voltando para casa, almejo segurança, então sempre pensei usá-lo com um porrete. Se fosse como uma espada, seria ainda melhor.

O item conforto é imprescindível. Quem sai de casa com guarda-chuva, normalmente sai carregando outras coisas... eu costumo usar mochila e isso é sempre um problema, pois ela acaba molhando nas costas... esse modelo seria ideal!

Uma proposta relevante. A imagem fala por si, o sujeito fica bem protegido, como se fosse uma cabine ambulante.

Você deve estar pensando "ah que legal, tem uma luzinha ali e parece um sabre-de-luz". Mas engana-se. A luz na ponta só acende quando vai chover... Se fosse na Terra-Média, ela avisaria a presença de orcs... afff.




Ok, eco-chatos, também pensei em vocês que acham um absurdo a forma como é feito um gurda-chuva e blá blá blá... Esse exemplar é bem prático: você o leva onde quiser e, se chover, basta arranjar uma folha de jornal e prender com as hastes.

Bem, esse fala por si. Convenhamos, é muito chato quando você está tranquilinho jogando golfe e começa a chover. Problem solved!

Esse modelo se preocupa mais em proteger a roupa do que o corpo todo. Sim, bizarro, mas é coisa de japa e isso sempre deve ser levado em consideração. O curioso é o nome, associado a 'discos voadores' (UFO..).


Melhor item para defesa, a espigarda-guarda-chuva também é bem útil para quem pratica tiro-ao-alvo fora de casa e acaba se molhando. 

Esse modelo com o cabo em forma de algema pode servir muito bem para pegar em flagrante esse gatunos especializados em roubar guarda-chuvas... Para mim, é ideal para não perdê-los mesmo.

Esse modelo foi desenvolvido para áreas de risco de guerra. Perfeito para chuva de bala perdida. Se você mora no Rio de Janeiro ou na Faixa de Gaza, encomende já o seu!


Ok, bastaria fazr um guarda-chuva transparente para ninguém ficar se batendo no tumulto, mas esse modelo é mais divertido, principalmente por se associar a uma máscara de mergulhador com o snorkel na ponta.

No filme O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Batman diz que qualquer um pode ser um herói. Se você sofre desse complexo de heroismo, mas não tem grana para fazer sua armadura, proteja-se pelo menos da chuva de uma maneira, digamos, inusitada.

Sair de casa com um guarda-chuva numa mão e a pasta na outra é um impecílio para quem quer tomar um café. Esse modelo pode ajudar, mas não me parece anatomicamente perfeito para isso...

Chovendo pacas e alguém está te enchendo o saco na fila do busão? Está com raiva de Zeus por causa da chuva? Não curtiu o meu post? Esse modelo responde muito bem às essas e outras perguntas... Fuck Off!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

O tempo passa, mas não voa.

Tempo não falta, tempo não sobra.
Tempo é a única coisa igual
Seja p'ro bem, seja p'ro mal.

Nem o espaço, nem a luz, o frio ou calor
Nem ar, nem água, nem terra ou amor

Nada é igual,
para ninguém.
Justiça, já não há.

A não ser a do Tempo,
que tudo tem,
que todos veem passar.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cuida da sua vida!

Cuida da sua vida!
Me deixa ficar velho e pesado!

Eu ainda sigo meus sonhos,
mas nem por isso sou deslumbrado.

Tenho sim, muito amor dos meus pais.
Isso faz de mim alguém mimado?

Consegue descer do salto
E ver o que realmente está errado?

Tudo o queria era respeito
por aquilo que considero privado.

Você vem com sete pedras,
E sou eu o mal-educado?

Entenda que sempre que você ficar contra quem amo,
eu nunca vou estar do seu lado.

E agora? Seguimos nossas vidas,
Cada um no seu quadrado.


Um poema tolo, mas sincero. Dá até um samba.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Evolução durante a Graduação


Para o caso de alguém não entender, vai a legenda da evolução de um universitário:

1º Ano: Não quer nada com nada. Só festa!

2º Ano: Tá só pela sacanagem e ainda não leva o curso a sério. Se acha importante por já ser veterano. A principal ocupação é trollar os calouros.

3º Ano: Começa a prestar atenção em algumas aulas, mas não entende porra nenhuma. Pensa com frequência "Para que estou estudando isso?". Vive em conflito entre o que acontece no trabalho e o que vê no curso (teoria vs. prática).

4º Ano: Começa a odiar o curso, decide largar tudo, mas seus pais e amigos fazem chantagem emocional e decide prosseguir. O pensamento comum é "ahhh.. Foda-se essa merda!".

5º Ano: Trabalhos de Conclusão de Curso. Se dá conta do que é o curso e o que é necessário para terminar. Não pensa muito e chega num ponto em que nem sabe mais o que está pensando. Às vésperas de entregar o TCC a pessoa vira um zumbi. Amigos, colegas de trabalho e parentes não o reconhecem mais e tem medo dele.

Formatura: Acabou o sofrimento, a pessoa se acha o máximo porque vai ter um diploma e quer comemorar durante 6 meses. Pensa que ficou mais bonito e quer ser promovido imediatamente no trabalho. Além disso, sempre tem um tiozinho que vai dizer que agora vai para cela especial quando for preso. 

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