sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Angústia, Dor, Pesar

Angústia, dor, pesar.
Sei que estou certo,
mas por quê a culpa?

O passado me assombra.
Tenho essa maldição
que chamam memória.

Lembro de tudo
e tudo me lembra alguma coisa.
Dor, dor, dor!
Angústia, dor, pesar...
Sei que estou certo,
mas por quê a culpa?

Não há culpa.
Não há solução.
Escuto uma voz:
Aguenta, tu pediste por isso.

Escuto um lobo a uivar.
Ele sente angústia, dor, pesar,
mas ele sabe que está certo!

Sou um lobo.
Aprendo, caço, ensino,
mas carrego angústia, dor, pesar...

Sei que estou certo,
sem culpa!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Desconhecido e o Elo Perdido

Entre o grito e o silêncio
há uma vida que chora.
Chora o amor perdido,
o amor desperdiçado,
o conquistado,
a conquista
e o fim do conquistador.

Ide, crianças,
ao encontro do Elo Perdido,
enquanto os adultos
buscam no Velho
o desconhecido.

Gotas de sangue
ainda caem com a chuva.
Eu choro, eu choro, eu grito
!
e eu me calo
. . . como todos.

Cansadas crianças?
Ainda não o encontraram?
Que pena!
O que aprenderam com a busca?
A verdade?
Não?
Ainda não estão preparadas.
Agora dêem as mãos
e caminhemos juntos
para o infinito.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Morte, Amor e Vida

A vida não é vida se não vivida.
A morte só é morte se esquecermos o que é vida.
A vida nunca deixa de ser vida,
nem a morte deixa de ser morte

Morte é vida.
Vida não é morte.
Morte não existe,
para nós que temos vida.

Amor de vida é amor de morte.
Amor de morte é amor de vida.
Amor que mata é amor na vida.
Amor na morte é amor da vida.
Amor que vive é pura vida,
num mundo sem morte,
de puro amor, de pura vida.

Para todas as mortes, uma vida.
Para toda a vida, um amor.
Para todo amor, uma morte;
para esta morte, vida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Penso, logo desejo.


Penso no mundo. Penso no que será feito dele, no que já foi e não temos registro. Apenas supomos tudo. Tudo é teoria. Imaginamos o futuro, mas o passado também é imaginado. Aquilo que aprendemos como história é só um pedaço da verdade. A verdade..., será ela um dia alcançada? Por que pensar num dia, como se fosse futuro? E se nós simplesmente já tivermos alcançado ela e nossa vida não é mais que uma recordação linear, um super flashback. Chaplin disse que não devemos nos preocupar com o sentido da vida, mas devemos entender que a vida se baseia no desejo. Como ele falou, uma rosa vive pelo desejo de ser daquela cor e de abrir daquele jeito... vivemos pelos nossos desejos particulares, mas principalmente há o desejo comum da humanidade, evoluir.

Penso nas pessoas. Penso no que elas pensam. Não o que pensam de mim, isso pouco importa, mas não vivo sem pensar nisso. O professor Marcelo Quadros, dos meus tempos de colégio em Canoas, ensina que nossa identidade é formada pelo que pensamos de nós mesmos, o que os outros pensam de nós e o que pensamos que os outros pensam de nós. Mas penso na infinidade de pensamentos que ocorrem ao mesmo tempo e, matematicamente, na quantidade de pessoas que pensam, o mesmo que eu, ao mesmo tempo. ...como se o tempo importasse...

Penso, penso, penso... mesmo assim não consigo pensar. Eu sei o que desejo, mas ainda quero o sentido da vida. Todos os verbos parecem tolos: dormir, acordar, trabalhar, rezar, estudar, beber, comer, defecar, etc. Todos tão necessários quanto uma garrafa de plástico. Mas quando eu exercito o AMAR, sinto que meu desejo se aproxima do que parece ser o sentido da vida.

Definirei diferente agora: Desejo, logo existo!

João Colombo


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Formado em RP na UFRGS. Vida nova!


Na sexta, dia 7 de agosto de 2009, às 18h teve início a cerimônia de colação de grau deste que vos fala. Após 5 anos de faculdade de Relações Públicas, finalmente me deram forma.

Vida nova? Em parte sim... no dia da festa da formatura perdi a namorada e ganhei uma noiva, continuo com o mesmo emprego... praticamente o que mudou foi só que acabou a faculdade... agora terei tempo para blogar, musicar e cinematografar... será?

Abaixo segue meu discurso enquanto orador da turma para curiosos e interessados.

Até a próxima.




Magnífico Senhor Vice-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rui Vicente Oppermann, Excelentíssimo Senhor Diretor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, Ricardo Schneiders, querida Paraninfa da turma, Ana Claudia Gruzcinky, professores e funcionário homenageados, demais componentes da mesa, senhoras e senhores da platéia, queridos colegas e amigos da turma, boa noite!
Primeiramente quero agradecer aos meus colegas de Relações Públicas pela confiança em mim depositada para lhes representar neste momento solene. É uma honra que vou guardar até o meu último dia na Terra.
Nas formaturas de Relações Públicas que já assisti, vi muitos oradores tentando explicar para a platéia o que é Relações Públicas em 5 minutos. Não quero desmerecer o discurso de ninguém, alguns até mesmo me inspiraram durante o curso, mas se nós que estamos nos graduando ainda temos dificuldade em entender a profissão, quem dirá fazer centenas de pessoas compreenderem ao mesmo tempo e em poucos minutos! Não posso fazer isso. E também não vou ficar falando sobre como foi a nossa faculdade, o que passou, passou: trilhamos pela estrada de tijolinhos amarelos e outras com um bocado de pedras; o resultado é o que somos hoje.
Mas então o que dizer para esta turma? Procurei me inspirar e deparei-me com a seguinte revelação:
“No princípio tudo era caos... e então se fez o profissional de Relações Públicas, que botou ordem nas organizações e na vida das pessoas ...”
Nossa profissão é muito complexa, podemos fazer muitas coisas e em diversas áreas. Sou até mesmo favorável de que o mascote do curso não seja um golfinho, mas que fosse um ornitorrinco! Sabe, aquele bicho da Austrália que não é nada e é tudo ao mesmo tempo?
Queridos colegas, lembrem-se que nós somos estrategistas, nós somos pensadores, muito mais do que organizadores de eventos ou responsáveis pelo cafezinho. Para termos lugar no mundo, basta agirmos com convicção do que somos capazes.
Mas, sobretudo, devemos agir com ética: Se nós não soubermos nos relacionar com os nossos próprios públicos, nosso negócio está perdido. Para sermos éticos devemos ser responsáveis para com nossos clientes, com as pessoas que nos ajudaram a chegar até aqui e, sempre, com a sociedade brasileira que, com tantas dificuldades, trabalha arduamente e paga seus impostos para que tenhamos a oportunidade de estudar em universidades públicas, gratuitas e de altíssima qualidade!
Por fim, quero que se lembrem sempre que o bom relações públicas não é aquele que se expressa bem, ou que tem uma ampla rede de contatos... o bom relações públicas é aquele que presta atenção no que está acontecendo à sua volta e age antecipando fatos. O bom relações públicas ouve mais do que fala.
Então escutem isso:
NÓS SOMOS AGORA PROFISSIONAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS E NÓS SOMOS DA UFRGS!
MUITO OBRIGADO!

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