quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Angústia, Dor, Pesar
Angústia, dor, pesar.Sei que estou certo,
mas por quê a culpa?
O passado me assombra.
Tenho essa maldição
que chamam memória.
Lembro de tudo
e tudo me lembra alguma coisa.
Dor, dor, dor!
Angústia, dor, pesar...
Sei que estou certo,
mas por quê a culpa?
Não há culpa.
Não há solução.
Escuto uma voz:
Aguenta, tu pediste por isso.
Escuto um lobo a uivar.
Ele sente angústia, dor, pesar,
mas ele sabe que está certo!
Sou um lobo.
Aprendo, caço, ensino,
mas carrego angústia, dor, pesar...
Sei que estou certo,
sem culpa!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O Desconhecido e o Elo Perdido
Entre o grito e o silêncio
há uma vida que chora.
Chora o amor perdido,
o amor desperdiçado,
o conquistado,
a conquista
e o fim do conquistador.
Ide, crianças,
ao encontro do Elo Perdido,
enquanto os adultos
buscam no Velho
o desconhecido.
Gotas de sangue
ainda caem com a chuva.
Eu choro, eu choro, eu grito
!
e eu me calo
. . . como todos.
Cansadas crianças?
Ainda não o encontraram?
Que pena!
O que aprenderam com a busca?
A verdade?
Não?
Ainda não estão preparadas.
Agora dêem as mãos
e caminhemos juntos
para o infinito.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Morte, Amor e Vida
A morte só é morte se esquecermos o que é vida.
A vida nunca deixa de ser vida,
nem a morte deixa de ser morte
Morte é vida.
Vida não é morte.
Morte não existe,
para nós que temos vida.
Amor de vida é amor de morte.
Amor de morte é amor de vida.
Amor que mata é amor na vida.
Amor na morte é amor da vida.
Amor que vive é pura vida,
num mundo sem morte,
de puro amor, de pura vida.
Para todas as mortes, uma vida.
Para toda a vida, um amor.
Para todo amor, uma morte;
para esta morte, vida.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Penso, logo desejo.

Penso no mundo. Penso no que será feito dele, no que já foi e não temos registro. Apenas supomos tudo. Tudo é teoria. Imaginamos o futuro, mas o passado também é imaginado. Aquilo que aprendemos como história é só um pedaço da verdade. A verdade..., será ela um dia alcançada? Por que pensar num dia, como se fosse futuro? E se nós simplesmente já tivermos alcançado ela e nossa vida não é mais que uma recordação linear, um super flashback. Chaplin disse que não devemos nos preocupar com o sentido da vida, mas devemos entender que a vida se baseia no desejo. Como ele falou, uma rosa vive pelo desejo de ser daquela cor e de abrir daquele jeito... vivemos pelos nossos desejos particulares, mas principalmente há o desejo comum da humanidade, evoluir.
Penso nas pessoas. Penso no que elas pensam. Não o que pensam de mim, isso pouco importa, mas não vivo sem pensar nisso. O professor Marcelo Quadros, dos meus tempos de colégio em Canoas, ensina que nossa identidade é formada pelo que pensamos de nós mesmos, o que os outros pensam de nós e o que pensamos que os outros pensam de nós. Mas penso na infinidade de pensamentos que ocorrem ao mesmo tempo e, matematicamente, na quantidade de pessoas que pensam, o mesmo que eu, ao mesmo tempo. ...como se o tempo importasse...
Penso, penso, penso... mesmo assim não consigo pensar. Eu sei o que desejo, mas ainda quero o sentido da vida. Todos os verbos parecem tolos: dormir, acordar, trabalhar, rezar, estudar, beber, comer, defecar, etc. Todos tão necessários quanto uma garrafa de plástico. Mas quando eu exercito o AMAR, sinto que meu desejo se aproxima do que parece ser o sentido da vida.
Definirei diferente agora: Desejo, logo existo!
João Colombo
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